Indicadores de desempenho na gestão logística – 1

Indicadores de desempenho na gestão logística – 1

Por Fernando Santille

391 bilhões de reais. É o que foi gasto com logística no ano de 2010 no Brasil, e 507 bilhões só em 2013, segundo o Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain). Esses números representam cerca de 8,5% na receita liquida das empresas brasileiras. A atividade logística que mais gera custos no Brasil é o transporte, seguido da estocagem e armazenagem. E quando se fala em custos logísticos, o grande desafio está na criação de um planejamento para a sua redução, de modo a tornar a empresa mais competitiva em sua área de atuação.

Para tal, primeiramente é necessário definir os principais custos dentro das duas grandes atividades logísticas: transportes e armazenagem. Os maiores custos com transportes estão relacionados à manutenção de veículos, combustíveis e pneus, mas também devem ser levadas em consideração as avarias decorrentes do transporte, o custo da mercadoria em trânsito, roubos de cargas, logística reversa, entre muitos outros. Caso o transporte seja terceirizado, ainda teremos os custos com frete. Como principais custos com estoque e armazenagem devem ser considerados os custos de movimentação, perdas, avarias, seguro do material armazenado, os custos gerados pelo armazém (aluguel e despesas administrativas) e o do próprio estoque imobilizado.

O que deve ser medido?

Uma maneira eficaz de identificar os pontos que geram mais custos (e também gargalos) dentro do processo logístico é fazer uso de indicadores de performance ou KPI’s (Key Performance Indicators). Esses indicadores refletem o desempenho de uma operação e/ou processo fornecendo dados que podem ser analisados e posteriormente gerenciados de maneira proativa, possibilitando aos gestores, a criação de um plano estratégico de redução de custos e melhoria contínua, com foco nas áreas mais problemáticas. Segundo Kaplan e Norton (1997), o que não é medido não é gerenciado. E com as informações oferecidas por esses indicadores além dos custos, é possível reduzir também o tempo de execução das tarefas, melhorar desempenho, trabalhar pontos críticos, melhorar o nível de serviço entre outros ganhos na operação. Esses indicadores devem ser medidos frequentemente, não somente para planejar e controlar, mas também com o objetivo de diagnosticar possíveis falhas no processo.

Mas é claro que os indicadores poderão variar de acordo com a área de atuação, estratégia e visão de cada companhia. Para obtenção desses indicadores é necessário ter informações quantitativas sobre: recursos disponíveis, tempos de processos, solicitações atendidas, capacidade operacional, resultado das tarefas operacionais, quantidades de documentos, entre outras muitas informações que podem sem obtidas de maneira rápida e em tempo real através de ferramentas TMS e WMS, que são imprescindíveis na gestão do transporte e armazenagem. Como essas duas ferramentas gerenciam basicamente toda a cadeia logística, as informações necessárias já estão em seus bancos e dados e só precisam ser trabalhadas e apresentadas de maneira que possam ser analisadas mais rapidamente.

Aguardem o próximo post onde abordaremos os principais indicadores e ferramentas para medir, analisar e gerenciar o desempenho.

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