Quem são os profissionais de sua empresa?

Quem são os profissionais de sua empresa?

Por Alex Braga*

Entender que uma organização é formada pelos mais variados tipos de profissionais é fácil. Compreender que todas as organizações possuem em comum, um tipo muito especial de profissional, pode ser um diferencial no ambiente corporativo.

Áreas diferentes, incertezas iguais

Não posso afirmar que o acaso ou o gosto pela minha área de atuação, me fizeram seguir a profissão que exerço hoje. Apenas me contento em pensar que neste ramo, compartilho das mesmas incertezas, fatos e ilusões que as vezes permeiam a mente de profissionais de outras áreas.

Como todos, procuro imaginar quais são as particularidades que outros profissionais enfrentam em suas áreas, para tentar entender os seus objetivos, e suas dificuldades para atingi-los. Digo que apenas tento, pois aprendi que muito do conhecimento que adquirimos em nossa vida provém da união de nossos esforços acadêmicos e profissionais, tornando difícil as vezes obter um entendimento pleno sobre outras disciplinas, sem termos a experiência adequada.

Procurando olhar através do espelho

Uma das certezas que eu possuo, é que devido ao alto grau de especialização existente na maioria das profissões (Médicos, Acadêmicos, Analistas etc.) muitas vezes achamos que o melhor profissional está em uma destas categorias. De nenhuma maneira, quero desmerecer a importância destes. O que pretendo enfatizar é que entre todos, apenas um tipo de Professional consegue superar em competência e excelência todos os outros. Quero que vocês conheçam um profissional muito especial e pouco valorizado que é indispensável ao funcionamento de nossas organizações, que se chama CLIENTE!

Caso você ache estranho colocar seu cliente no mesmo patamar que os profissionais de sua empresa, reflita antes sobre as seguintes considerações:

– Por definição, o cliente sempre buscará o melhor produto/serviço. Buscar o melhor, independente do campo de atuação é uma das características mais desejadas de um profissional, que deve sempre almejar o melhor resultado na realização de suas atividades;

– Quando nossos clientes adquirem um produto/serviço, eles o fazem para obter os melhores resultados, sem precisar desviar o foco de suas atividades principais, que é atender aos seus próprios clientes. Todo verdadeiro profissional tende a agir de maneira similar, maximizando os seus resultados ao focar os seus esforços em sua atividade principal, direcionando assim as necessidades especificas que não façam parte do seu escopo, para outras áreas de atuação existentes em sua organização;

– Pressupor que seu cliente não seja profissional, é o mesmo que afirmar que este escolheu o seu produto/serviço ao acaso, e não pela competência de sua organização. Sendo conscientes de nossas escolhas, (pois também somos clientes) nos valemos de nosso senso crítico, e não do acaso, para efetuar nossas aquisições, deste modo, não podemos considerar que os nossos Clientes estejam agindo de maneira diferente.

Conclusão

Neste contexto, quando percebemos que os dois lados pertencem a mesma moeda, torna-se óbvio tanto a necessidade de nos colocarmos no lugar de nosso cliente para entendermos seus desejos e anseios, como reconhecer o seu profissionalismo como um reflexo da competência de sua organização.

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